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Carta aberta ISP se une aos trabalhadorxs do setor público no Equador para resistir à pressão por privatizações

Em uma carta aberta de solidariedade, o Secretário Geral da ISP, Daniel Bertossa, condena o ataque aos direitos dxs trabalhadores como parte de uma estratégia para privatizar serviços públicos essenciais no Equador.

Susana Barria
Verónica Montúfar
Em uma carta aberta de solidariedade, o Secretário Geral da ISP, Daniel Bertossa, condena os recentes ataques aos direitos dxs trabalhadores no Equador, destacando um impulso estratégico para privatizar serviços públicos essenciais.
Os ataques à negociação coletiva e à independência dos sindicatos são motivados por decretos do Ministério do Trabalho que visam revisar unilateralmente os acordos existentes, principalmente nos setores de eletricidade, telecomunicações e petróleo, sob o pretexto de reduzir os custos do Estado.
"Os interesses por trás dessa investida no Equador não são isolados - fazem parte de uma investida capitalista global. Especificamente, o grupo econômico Noboa da família do presidente do Equador tem fortes vínculos com o capital internacional no setor de serviços públicos, especialmente nos setores de saúde, telecomunicações e energia", diz um trecho da carta assinada por Bertossa.
A ISP pede solidariedade global para combater essa tendência, enfatizando que esses direitos foram duramente conquistados e são cruciais para a proteção do bem-estar público.
"Continuaremos a levar nossa experiência e observações à OIT, onde o governo do Equador já está sob escrutínio por suas repetidas e contínuas violações dos direitos fundamentais dxs trabalhadores do país, e convidamos você a se juntar às nossas lutas e força organizacional para reverter o ataque nacional.
Além disso, tornaremos visível nossa solidariedade com a visita, de 25 a 27 de setembro, do líder sindical que representou a ISP nesse caso na OIT em várias ocasiões, Marcelo Di Stefano, vice-presidente da Rede Global de Trabalhadores de Apoio à Educação da ISP."
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